O que este ciclo pede?

A mensagem do Tarot sobre o fim de ano

Olá, querido(a) Neófito, tudo bem com você?

Chegamos àquele ponto do ano em que o tempo parece se comportar de forma diferente. Os dias seguem correndo, mas internamente algo desacelera. O corpo ainda cumpre compromissos, festas, encontros, rituais de fim de ano… mas a alma começa a fazer outra coisa. Ela revisita. Ela compara. Ela pesa. Ela sente.

O final de um ciclo nunca é apenas uma data no calendário. Ele é um movimento interno de fechamento, mesmo quando a vida externa insiste em continuar no mesmo ritmo. E é exatamente por isso que tanta gente se sente estranha nessa época: um cansaço que não é só físico, uma nostalgia sem motivo claro, uma vontade silenciosa de “arrumar a casa por dentro”.

Hoje, quero te convidar a olhar para esse momento não como “fim de ano”, mas como fim de um ciclo simbólico. E mais do que isso: quero usar o Tarot não para prever o futuro, mas para escutar o que este ciclo está pedindo antes de virar a página.

Porque o Tarot não trabalha apenas com o que vem.
Ele trabalha, sobretudo, com o que precisa ser integrado antes de seguir.

Para isso, embaralhei o baralho com uma pergunta simples e profunda:

👉 O que este ciclo pede antes de se encerrar — e o que precisa ser levado conscientemente para o próximo?

As cartas que surgiram foram:

O Eremita • 10 de Paus • A Estrela • 2 de Ouros • Ás de Paus

O Eremita — Silêncio honesto

O Eremita não é uma carta de isolamento forçado. Ele não fala de solidão como punição, nem de afastamento do mundo por medo. Ele fala de retirada consciente. De dar alguns passos para trás para conseguir enxergar o caminho com clareza.

Quando O Eremita aparece como energia de fechamento de ciclo, ele aponta algo muito específico: este ano pediu — e ainda pede — menos ruído externo e mais escuta interna. Não é um chamado para abandonar tudo, mas para parar de reagir automaticamente.

Quantas decisões você tomou este ano apenas para dar conta?
Quantas respostas você deu sem tempo para sentir se eram verdadeiras?
Quantas escolhas foram feitas no modo “sobrevivência”?

O Eremita surge dizendo: antes de virar o calendário, olhe para dentro com honestidade. Não para se julgar, mas para reconhecer. Reconhecer limites. Reconhecer aprendizados. Reconhecer onde você se afastou de si tentando cumprir expectativas externas.

Esse é o espírito do final de ano que ninguém posta nas redes, mas que todo mundo sente: a necessidade de recolher o que foi vivido e entender o que isso fez com você.

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10 de Paus — Largue o que não é mais seu

Se O Eremita mostra a necessidade de silêncio, o 10 de Paus revela o peso que foi carregado até aqui.

Essa carta não fala apenas de excesso de tarefas. Ela fala de excesso de responsabilidade emocional, mental e energética. Coisas que você assumiu porque “alguém tinha que fazer”. Papéis que você sustentou por medo de decepcionar. Demandas que não eram suas, mas que você incorporou como obrigação.

No fim do ciclo, o 10 de Paus é direto: não dá para atravessar o próximo ano carregando tudo isso.

Essa carta não acusa. Ela alerta.

Ela pergunta:
– O que você continua carregando por hábito?
– O que já poderia ter sido encerrado, mas segue aberto por culpa ou apego?
– O que você está sustentando sozinho(a) quando já deveria ter sido redistribuído?

O Natal costuma acentuar esse peso. Ele traz encontros, memórias, expectativas, comparações. E o 10 de Paus aparece como um convite claro: nem tudo precisa ir com você para o próximo ciclo.

Encerrar também é um ato de maturidade.

A Estrela — Reconexão com o que é essencial

Depois do peso, surge A Estrela. E isso não é coincidência.

A Estrela nunca aparece para “prometer que tudo vai dar certo”. Ela aparece quando algo foi drenado, quando a pessoa passou por cansaço, frustração ou desilusão — e agora precisa reaprender a confiar, não no mundo, mas em si.

No contexto do fim de ano, A Estrela fala de uma cura silenciosa. Daquelas que não fazem barulho, mas reorganizam por dentro.

Ela pede que você se pergunte:
– O que ainda me dá esperança genuína?
– O que me reconecta com simplicidade, sem performance?
– Onde eu posso descansar sem me sentir improdutivo(a)?

A Estrela ensina algo fundamental para este momento: esperança não nasce da euforia, mas da honestidade emocional. Ela nasce quando você para de fingir força e permite que a vulnerabilidade exista.

Este ciclo pede menos promessas grandiosas e mais fidelidade ao que é essencial para você.

2 de Ouros — Ajuste, não perfeição

Aqui entramos no território do “e agora?”. O 2 de Ouros não fala de decisões definitivas. Ele fala de ajuste contínuo. De aprender a lidar com o movimento, com a instabilidade natural da transição.

Janeiro costuma vir carregado de metas rígidas, listas intermináveis e expectativas irreais. O 2 de Ouros surge como um contraponto sábio: o próximo ciclo não pede controle absoluto, pede flexibilidade consciente.

Você não precisa ter tudo resolvido.
Você precisa estar disposto(a) a ajustar a rota enquanto caminha.

Essa carta ensina que equilíbrio não é rigidez. É capacidade de adaptação. É saber priorizar. É reconhecer que algumas coisas vão exigir mais energia em certos momentos — e menos em outros.

Para 2026, o 2 de Ouros sugere: menos cobrança por estabilidade imediata e mais habilidade para navegar mudanças com presença.

Ás de Paus — Impulso verdadeiro

Por fim, surge o Ás de Paus. E ele não vem como promessa externa. Ele vem como faísca interna.

O Ás de Paus não pergunta se você está pronto(a). Ele pergunta se você está vivo(a) para aquilo que quer começar. Ele fala de desejo genuíno, não de obrigação. De vontade que nasce antes do plano, antes da estratégia, antes da lógica.

Esse novo ciclo não pede que você faça mais.
Ele pede que você faça o que faz sentido.

O Ás de Paus aponta para algo simples e profundo: 2026 pede um começo que venha de dentro, não da pressão do “ano novo”. Um impulso alinhado com quem você se tornou após tudo o que foi vivido — não com quem você acha que deveria ser.

A leitura como um todo

Observe o fluxo das cartas:

Eremita → 10 de Paus → Estrela → 2 de Ouros → Ás de Paus

Recolher → soltar → curar → ajustar → iniciar

Esse é o movimento que este ciclo pede.

Não é um corte brusco.
Não é uma virada dramática.
É uma transição consciente.

O Tarot não está dizendo “faça grandes planos”. Ele está dizendo: arrume o terreno interno antes de plantar qualquer coisa nova.

A mensagem final

Este ciclo não pede pressa.
Não pede grandiosidade.
Não pede resoluções vazias.

Ele pede honestidade, leveza, ajuste e um novo impulso que seja verdadeiro.

Se você fizer isso, janeiro não será apenas um recomeço simbólico. Será um recomeço real — porque ele virá de dentro para fora.

Que você atravesse esse fim de ciclo com menos peso e mais presença.
Que leve para 2026 apenas o que faz sentido sustentar.
E que o novo que surgir venha como chama viva — não como obrigação.

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Que sua jornada seja repleta de evolução e realizações.

O Neófito