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Não entendeu uma carta?
Como agir quando uma carta parece enigmática?
Olá, querido(a) Neófito, tudo bem com você?
Hoje quero conversar sobre um tema que pode mudar completamente a sua forma de se relacionar com o Tarot: o que fazer quando você não entende uma carta durante a leitura.
Esse é um momento que acontece com todo estudante — e até com tarólogos experientes. Você abre o baralho, a tiragem está fluindo, mas de repente surge aquela carta que parece não fazer sentido. O consulente te olha, esperando uma resposta, e você sente um vazio: “E agora? O que essa carta quer dizer aqui?”.
Muitos iniciantes entram em pânico nesse momento, acreditando que não são bons o bastante, que não estudaram o suficiente ou até que o Tarot “não quis responder”. Mas a verdade é outra: quando uma carta parece incompreensível, isso é parte do processo. É um convite para aprofundar o olhar simbólico, para entrar em diálogo com o mistério e para aprender a confiar na conexão entre você e o oráculo.
Hoje quero te mostrar como lidar com esses momentos. Vamos falar sobre as razões pelas quais uma carta pode parecer confusa, como a simbologia múltipla se manifesta, o papel da intuição, e trazer exemplos práticos de como transformar esse “bloqueio” em uma oportunidade de leitura ainda mais profunda.
O Tarot como linguagem viva
Antes de irmos aos exemplos, precisamos fixar uma ideia: o Tarot é uma linguagem viva, não um dicionário rígido de significados.
Cada carta é um arquétipo, uma síntese de forças espirituais, psicológicas e universais. Isso significa que nenhuma carta tem apenas um sentido. O Louco pode ser liberdade ou irresponsabilidade; a Lua pode ser intuição ou ilusão; o 7 de Ouros pode ser paciência ou frustração.
Quando abrimos uma tiragem, não estamos apenas decodificando símbolos, mas entrando em diálogo com eles. Às vezes, o símbolo se mostra claro; outras vezes, ele se oculta em camadas, pedindo que a gente escute com mais calma.
Se uma carta não se revela de imediato, isso não é sinal de fracasso. É sinal de que existe um mistério a ser explorado.
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Por que uma carta parece confusa?
Existem várias razões pelas quais uma carta pode não fazer sentido no momento:
A pergunta não está clara.
Se a questão é vaga ou mal formulada, a carta reflete essa confusão.O consulente não revelou tudo.
Muitas vezes a carta traz um aspecto oculto da situação, algo que a pessoa ainda não disse ou não está pronta para enxergar.O contexto pede sutileza.
Algumas cartas não querem ser lidas literalmente. Elas surgem como nuances, detalhes que só farão sentido ao conectar com as demais.É um espelho para o tarólogo.
Às vezes, a dificuldade não é do consulente, mas do leitor. A carta toca em algo que você, como tarólogo, também precisa trabalhar internamente.O tempo da revelação não chegou.
O Tarot também ensina paciência. Uma carta pode ser enigmática hoje, mas fazer sentido dias depois, quando os acontecimentos se desenrolam.
O papel da intuição e da simbologia múltipla
Cada carta é como um prisma: conforme a luz entra, ela reflete cores diferentes. O que confunde, na verdade, é a riqueza simbólica.
Um exemplo: imagine que alguém pergunta sobre uma nova oportunidade de trabalho e surge a carta A Morte.
De imediato, pode parecer sem sentido: por que uma carta de término em uma pergunta sobre começo? Mas se você expande a visão, percebe que a Morte simboliza transformação, fechamento de ciclos, a necessidade de deixar algo para trás para que o novo floresça.
Outro exemplo: numa questão amorosa, aparece o Eremita. À primeira vista, parece desconectado. Mas, ao aprofundar, percebemos que ele mostra a necessidade de introspecção, clareza interior, ou até que o parceiro está emocionalmente distante.
O segredo é não se fixar em apenas um significado. A carta é um arquétipo que dança de acordo com o contexto.
O que fazer na prática quando não entende uma carta
Aqui vai um passo a passo que pode salvar sua leitura:
Respire e não entre em pânico.
Aceite que o Tarot é maior do que qualquer manual.Olhe o símbolo nu.
Descreva literalmente o que vê na imagem: uma espada atravessando um coração, um sol brilhando sobre duas crianças, uma roda em movimento. Às vezes a resposta está na imagem pura, não no livro de significados.Considere a posição na tiragem.
Uma carta em “o que ele sente” não terá a mesma leitura que em “resultado final”.Observe o diálogo entre as cartas.
Talvez aquela carta isolada não faça sentido, mas ao lado das outras ela se ilumina.Pergunte ao consulente.
Às vezes, uma reação espontânea da pessoa traz a chave da interpretação.Aceite o mistério.
Se mesmo assim não compreender, não force. Diga: “Essa carta mostra algo que ainda não está claro, mas que pode se revelar em breve.” Isso é honestidade e mantém a leitura íntegra.
Exemplo prático: quando a carta parece “fora de lugar”
Imagine que a consulente pergunta:
“Ele ainda sente algo por mim?”
A tiragem:
Carta 1 (Situação da relação): 2 de Copas
Carta 2 (Sentimentos dele): 5 de Ouros
Carta 3 (O que está oculto): O Sol
Carta 4 (Desfecho): A Temperança
À primeira vista, o Sol em “o que está oculto” pode parecer estranho. O Sol não é justamente clareza? Como pode estar oculto?
Mas se você reflete, percebe que justamente o que está escondido é a necessidade de verdade, de expor sentimentos que ainda não foram ditos. O Sol traz a revelação que ele evita. O que parecia incoerente, na verdade, é o centro da leitura.
Outro exemplo: quando nada parece fazer sentido
Pergunta: “Devo investir nesse projeto profissional?”
A tiragem:
Carta 1 (Oportunidade): A Lua
Carta 2 (Desafios): Cavaleiro de Ouros
Carta 3 (Conselho): 7 de Copas
Carta 4 (Resultado): O Louco
No início, pode soar caótico. A Lua traz incerteza, o 7 de Copas confusão, o Louco risco. E aí?
Mas, se você respira e conecta, percebe a narrativa: a Lua e o 7 de Copas mostram ilusões e múltiplas possibilidades. O Cavaleiro de Ouros pede pé no chão e disciplina. O Louco, como resultado, não é apenas “loucura”, mas um salto de fé consciente, desde que haja preparo. A leitura, que parecia incoerente, se transforma em conselho claro.
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Exercício prático para você
Pegue o seu baralho e faça o seguinte:
Escolha uma situação real da sua vida.
Abra três cartas.
Se alguma parecer não fazer sentido, não pule.
Descreva a imagem.
Veja o diálogo com as outras.
Reflita sobre sua própria reação emocional à carta.
Escreva uma interpretação inicial e depois volte a ela dois dias depois. Veja se o sentido mudou com o tempo.
Esse exercício vai treinar sua confiança no processo simbólico.
Reflexão final
O Tarot não foi feito para ser uma máquina de respostas instantâneas. Ele é um espelho da alma, um diálogo com o inconsciente e com o sagrado.
Quando uma carta parece estranha, é porque está pedindo mais escuta. Pode ser que revele algo oculto do consulente, um detalhe que você ainda não percebeu ou até um aprendizado pessoal seu.
Não entender de imediato não é sinal de fraqueza. É sinal de que o Tarot continua sendo maior do que qualquer manual.
Portanto, da próxima vez que abrir uma carta misteriosa, pergunte-se:
👉 “O que essa carta está me convidando a enxergar além do óbvio?”
E lembre-se: no Tarot, até o silêncio fala.
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Espero que essa reflexão inspire você a transformar sua prática mágica e espiritual. Não importa o objetivo — seja desenvolver mediunidade, atrair prosperidade ou encontrar o amor —, um plano bem estruturado pode fazer toda a diferença.
Que sua jornada seja repleta de evolução e realizações.
O Neófito
