Ler ou Decifrar? O Mistério do Tarot

Descobrindo o sentido real de cada arcano

Olá, querido(a) Neófito, tudo bem com você?

Hoje quero conversar sobre uma distinção que muda completamente a forma como você se relaciona com o Tarot — e, talvez, até com o próprio ato de perceber o mundo.

Quero te falar sobre a diferença entre ler o Tarot e decifrar o Tarot.

Parece uma sutileza de linguagem, mas não é.
“Decifrar” é o que fazemos com códigos mortos.
“Ler” é o que fazemos com símbolos vivos.

E o Tarot — meu caro Neófito — é uma linguagem viva.

O erro mais comum: tratar o Tarot como um dicionário de símbolos

Todo estudante de Tarot já passou por essa fase.
Você olha para a carta, lembra do significado aprendido em algum livro e tenta encaixá-lo na pergunta do consulente.

Mas algo não se encaixa.
A leitura fica fria, previsível, sem alma.
É como se você estivesse traduzindo palavra por palavra de um idioma estrangeiro — sem entender o que o texto realmente quer dizer.

Isso acontece porque você está decifrando, e não lendo.
Decifrar é tentar encontrar uma resposta fixa, objetiva, racional.
Mas o Tarot não é um código — é um espelho.

Ler o Tarot é mergulhar nas imagens e perceber o que está vivo nelas agora, neste instante, diante da pessoa que está na sua frente.
É como assistir a uma cena de um filme e compreender o enredo pela emoção que vibra nas entrelinhas, não apenas pelas palavras do roteiro.

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O Tarot é uma linguagem simbólica, não literal

Os símbolos não são feitos para serem “entendidos”.
Eles são feitos para serem vividos.

Quando você vê A Torre, não é apenas “queda” ou “destruição”.
É o instante em que o ego se despedaça para revelar o que é verdadeiro.
Quando surge O Louco, não é “novo começo” — é o sopro da alma que se lança no desconhecido.
Os símbolos respiram. Eles mudam conforme o momento, o consulente, a energia da tiragem — e até conforme quem os lê.

Por isso, o verdadeiro leitor de Tarot aprende a escutar.
Não é sobre decorar 78 significados — é sobre perceber qual história está se contando diante de você.

O Tarot como um filme da alma

Imagine que cada tiragem é como uma cena de um filme.
As cartas são os personagens, o cenário e a atmosfera.

Quando você lê o Tarot de verdade, você está assistindo à alma do consulente se expressar através dessas imagens.
O 3 de Espadas pode ser o instante da dor de uma ruptura,
o 9 de Copas pode ser o suspiro de satisfação após um ciclo conquistado,
o Enforcado pode ser o momento em que o protagonista precisa pausar, se render e ver o mundo de outro ângulo.

Você não está “decifrando” símbolos — você está assistindo a um drama sagrado se desenrolar diante de si.
E é nesse ponto que o Tarot deixa de ser um jogo de adivinhação e se torna uma linguagem da alma.

Por que “decifrar” mata o mistério

Quando tentamos decifrar o Tarot, o que buscamos é controle.
Queremos garantir que entendemos “certo”.
Mas o Tarot não é sobre estar certo — é sobre estar presente.

O desejo de decifrar nasce do medo de errar.
Mas o oráculo não é uma equação — é uma revelação contínua.
Cada leitura é um instante único, um sopro simbólico que se manifesta e desaparece.

Na Cabala, diz-se que o mistério divino se comunica por véus.
O Tarot é um desses véus.
Ele não quer ser arrancado — quer ser contemplado.

Quando você tenta decifrar o símbolo, o aprisiona em um único sentido.
Quando o lê, permite que ele fale por si — e o símbolo se transforma em portal.

O olhar simbólico: da mente para o coração

Ler o Tarot é uma arte de percepção.
É mudar o foco do intelecto para a intuição, da mente analítica para o coração simbólico.

A mente quer definir.
O coração quer compreender.

A mente pergunta:

“O que significa o 5 de Ouros?”
O coração responde:
“Que sensação esse 5 de Ouros desperta agora?”

O primeiro busca um conceito.
O segundo escuta uma história.

Essa diferença muda tudo.
Porque o símbolo fala por ressonância. Ele desperta em você algo que também vive em quem está sendo lido.
O Tarot é um diálogo entre inconscientes, e não uma tradução entre significados.

Como “ler” e não “decifrar” o Tarot — na prática

Aqui vai um pequeno guia para treinar esse olhar simbólico:

  1. Observe a cena antes do significado.
    Descreva literalmente o que vê.
    Quem está em movimento? Que direção as figuras olham? Que cores dominam?
    O simples ato de observar abre o canal da leitura viva.

  2. Sinta o clima da carta.
    Há tensão, leveza, melancolia, esperança?
    Cada arcano tem uma atmosfera emocional, e ela diz tanto quanto o símbolo.

  3. Encontre o ponto de transição.
    Toda carta mostra algo em transformação: algo está nascendo, morrendo ou se revelando.
    Pergunte-se: “O que está acontecendo aqui, energeticamente?”

  4. Ouça a história entre as cartas.
    Nenhuma carta fala sozinha.
    Elas se olham, se respondem, se contradizem.
    O que o conjunto está dizendo como narrativa?

  5. Permita-se não saber de imediato.
    As cartas não se revelam sob pressão.
    Às vezes, é no silêncio, na pausa, que o sentido emerge.

👉 Ler o Tarot é uma dança — e o ritmo vem das imagens, não das palavras.

Um exemplo prático: a leitura como narrativa

Imagine que alguém pergunta:
“Por que sinto que minha vida está parada?”

E você tira as seguintes cartas:
O Enforcado, 4 de Espadas, 6 de Paus, O Carro.

Se você decifrar, talvez diga:

“Você precisa de paciência (Enforcado e 4 de Espadas) e depois vai vencer (6 de Paus e Carro).”

Mas se você a cena, percebe algo muito mais profundo.
O Enforcado mostra um personagem suspenso — ele não está parado por acaso, está vendo o mundo de outro ângulo.
O 4 de Espadas reforça o repouso mental — é o recolhimento antes da retomada.
O 6 de Paus e o Carro trazem o retorno ao movimento, agora com direção e propósito.

A história contada é:

“Sua pausa não é fracasso. É um momento de reorganização interior que prepara o renascimento do movimento.”

Percebe a diferença?
Ler o Tarot é entender o enredo da alma, não apenas o enredo das cartas.

A Cabala e o Tarot: o símbolo como espelho do divino

Na visão cabalística, o universo é construído por letras vivas — símbolos que contêm energia e consciência.
O Tarot funciona da mesma forma: cada carta é uma “letra” dessa linguagem sagrada.

Decifrar é ver apenas a letra.
Ler é ouvir o som do Verbo.

Quando o tarólogo lê, ele se torna canal do Tiferet — o ponto central da Árvore da Vida, onde a beleza revela a verdade.
O Tarot então deixa de ser ferramenta e se torna um ato de comunhão.

Você não interpreta o símbolo — o símbolo te interpreta.
Você não domina o Tarot — você se torna o instrumento pelo qual ele fala.

Numerologia e vibração: o movimento por trás da forma

A numerologia nos ajuda a perceber o padrão vibracional por trás do símbolo.
Um 5 nunca é apenas um “cinco”. Ele é instabilidade criativa, o caos necessário para a evolução.
Um 7 é introspecção, busca espiritual, isolamento que gera sabedoria.
Mas o segredo está em como essa vibração se manifesta na história da tiragem.

Quando o 5 aparece entre cartas de Copas, é a alma em crise emocional.
Entre cartas de Ouros, é o desafio material.
Entre Arcanos Maiores, é a própria travessia arquetípica.

O número é o ritmo — mas o contexto é a melodia.
Ler o Tarot é ouvir essa música invisível.

Quando o Tarot fala — e quando você cala

Às vezes, durante uma leitura, você sente vontade de falar menos e simplesmente observar.
Isso é o Tarot agindo.

A carta diante de você pulsa, e algo em seu interior responde.
É um momento de comunhão simbólica — o oráculo e o leitor respirando juntos.

Nesse instante, você não está decifrando nada.
Você está presenciando o sagrado.

E é nesse silêncio que o verdadeiro entendimento nasce.

Exercício prático: o Tarot como espelho da energia do momento

Pegue o seu baralho e faça o seguinte:

  1. Tire três cartas perguntando:
    👉 “O que minha energia está expressando agora?”

  2. Não procure significados.
    Descreva a cena, as cores, os gestos.

  3. Observe a emoção que isso te causa.
    Essa sensação é o que a carta está te mostrando sobre si mesmo.

  4. Escreva um pequeno “roteiro” com base nisso — como se estivesse narrando a história do momento.

Esse exercício treina o olhar simbólico e te ajuda a ver o Tarot como linguagem, não como código.

Reflexão final: o Tarot quer ser lido, não traduzido

O Tarot é uma ponte entre mundos.
Ele fala com a alma por meio de imagens, cores, gestos e arquétipos.
E cada vez que tentamos reduzir isso a um único “significado”, perdemos parte da magia.

Ler o Tarot é participar de um diálogo com o mistério.
É escutar o oráculo e também a si mesmo.
É deixar que o símbolo te ensine — não apenas o que ele “diz”, mas como ele vibra.

Da próxima vez que abrir uma tiragem, pergunte-se:

👉 “Estou lendo o Tarot ou apenas tentando decifrá-lo?”
👉 “Estou observando uma cena viva ou recitando uma definição morta?”

Quando você começa a ler o Tarot, ele deixa de ser uma sequência de cartas e se torna um espelho de consciência.
Você percebe que cada imagem é uma parte da sua própria história — e que, no fundo, quem está sendo lido é sempre você.

E lembre-se, Neófito:
as cartas não querem ser entendidas — querem ser sentidas.

Quando você aprende a sentir o Tarot, ele começa a falar contigo como um velho amigo.
E o que antes era mistério, se torna revelação.

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Espero que essa reflexão inspire você a transformar sua prática mágica e espiritual. Não importa o objetivo — seja desenvolver mediunidade, atrair prosperidade ou encontrar o amor —, um plano bem estruturado pode fazer toda a diferença.

Que sua jornada seja repleta de evolução e realizações.

O Neófito