A tiragem não faz sentido?

Nem sempre o Tarot fala em palavras claras

Olá, querido(a) Neófito, tudo bem com você?

Hoje quero conversar sobre um tema que todo estudante de Tarot — e até tarólogos experientes — já enfrentou em algum momento da jornada:
aquele instante em que você abre uma tiragem e… nada faz sentido.

As cartas estão na mesa, os símbolos estão ali, mas a leitura simplesmente não flui.
Você olha, relembra os significados, tenta encaixar as peças, e tudo parece desconectado.
A mente começa a duvidar: “Será que errei na pergunta? Será que perdi a conexão?”

Mas e se eu te dissesse que esse aparente “vazio” é, na verdade, parte essencial do diálogo com o Tarot?
Que quando nenhuma carta faz sentido, o oráculo está justamente te convidando a ver além do óbvio?

Hoje, quero te mostrar como lidar com esses momentos de silêncio simbólico — e como transformá-los em pontes para leituras mais profundas e verdadeiras.

Quando o Tarot se cala, é porque você precisa escutar diferente

O Tarot é uma linguagem viva.
Ele fala por imagens, vibrações e arquétipos, não por respostas lineares.
Por isso, às vezes, o oráculo não “fala” no ritmo que a mente espera — ele se comunica por meio do que parece incoerente, confuso ou deslocado.

Quando nenhuma carta faz sentido, não é porque você leu errado.
É porque a linguagem mudou de tom.

A mensagem não está no “significado” imediato, mas no estado simbólico que se apresenta — e nesse instante, o que o Tarot te pede é presença, não decifração.

É o mesmo que tentar ouvir uma música sagrada com a pressa do cotidiano: o som está ali, mas só se revela quando você se acalma o suficiente para realmente ouvir.

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Por que as cartas parecem desconectadas?

Há muitos motivos pelos quais uma tiragem pode parecer “sem sentido”.
E todos eles têm algo a te ensinar.

1. A mente está tentando controlar o símbolo.
Quando você tenta “acertar” o significado, o Tarot se fecha.
O símbolo não quer ser dominado — quer ser sentido.

2. A pergunta está confusa.
O oráculo responde à energia da questão.
Se a pergunta está aberta demais, vaga ou emocionalmente carregada, as cartas apenas refletem o mesmo estado caótico.

3. O consulente (ou você) não está pronto para ouvir.
Às vezes, a resposta é profunda demais para o momento presente.
O Tarot, compassivo, responde em camadas. O que hoje soa sem nexo pode se revelar com o tempo.

4. O tema pertence ao invisível.
Algumas situações ainda não têm forma.
O Tarot mostra o “entre mundos” — aquilo que está se gestando, mas ainda não nasceu.

5. O silêncio é o próprio ensinamento.
O oráculo também ensina a confiar.
Nem sempre a resposta vem com palavras — às vezes, ela é o vazio que revela o essencial.

O vazio é parte da leitura

O Tarot é uma ponte entre mundos, e pontes existem entre dois vazios.
O espaço entre uma carta e outra é tão importante quanto o significado individual de cada uma.

Quando nada parece se encaixar, talvez o que o Tarot esteja mostrando é o próprio vazio — a pausa, o intervalo, a suspensão.

O Enforcado entende isso melhor do que ninguém.
Ele se entrega à imobilidade para enxergar o mundo de outro ângulo.

Da mesma forma, quando o Tarot “não fala”, ele está te convidando a mudar o ponto de observação.

O vazio é fértil.
É nele que a revelação germina.

O que realmente está acontecendo quando o Tarot “trava”

Na maioria das vezes, esse bloqueio não vem do oráculo — vem do leitor.
Mas não como culpa, e sim como espelho.

Existem três razões principais pelas quais uma leitura pode parecer sem sentido:

  1. A pergunta não está clara.
    O Tarot reflete a energia da pergunta.
    Se a questão é confusa, ansiosa ou mal formulada, o reflexo também será nebuloso.
    O Tarot não responde o que você quer saber — ele mostra o que você precisa ver.

  2. A energia emocional está muito carregada.
    Quando o consulente (ou o próprio leitor) está emocionalmente envolvido, o oráculo responde em camadas simbólicas, mais sutis, difíceis de decodificar.
    Ele faz isso para proteger o processo — para que a verdade não seja dita antes da hora.

  3. O aprendizado está mudando de nível.
    Toda vez que o estudante evolui, o Tarot muda o idioma.
    As cartas “param de fazer sentido” porque estão exigindo um olhar mais maduro, mais intuitivo.
    É o mesmo que acontece quando o mestre cala — é sinal de que o discípulo está pronto para escutar sem palavras.

O que fazer na prática quando nada faz sentido

Aqui vai um passo a passo para lidar com esse tipo de tiragem sem perder a conexão:

1. Pare, respire e observe.
Antes de tentar entender, olhe para as cartas como se fosse a primeira vez que as vê.
Quais cores se destacam?
Quais figuras chamam sua atenção?
A resposta começa pela observação, não pela lógica.

2. Descreva a cena literalmente.
Diga em voz alta o que está vendo:
“Um homem pendurado de cabeça para baixo.”
“Uma torre sendo atingida por um raio.”
“Duas figuras entregando taças uma à outra.”
Essa descrição simples abre o canal simbólico.

3. Veja o diálogo entre as cartas.
Elas sempre conversam entre si.
Talvez uma carta olhe para outra, ou uma ação continue o gesto da anterior.
O sentido nasce no espaço entre elas.

4. Escute o que você sente.
O que essa combinação te provoca emocionalmente?
Desconforto? Alívio? Dúvida?
A emoção é a língua secreta do Tarot.

5. Peça para o Tarot esclarecer.
Se ainda assim tudo estiver nebuloso, tire uma carta extra com a intenção:
👉 “O que eu preciso compreender sobre essa tiragem?”
Essa carta raramente traz a resposta direta, mas ilumina o ponto cego.

6. Confie no tempo.
Nem toda leitura é feita para ser compreendida na hora.
Às vezes, a tiragem é um espelho do que está se movendo no inconsciente — e o sentido floresce quando a realidade o acompanha.

Exemplo prático: o caos que vira clareza

Imagine que alguém pergunta:
“Por que me sinto travado na vida profissional?”

Você tira:

  • O Louco

  • 7 de Copas

  • 4 de Espadas

  • Cavaleiro de Ouros

A princípio, parece tudo misturado: um impulso sem direção (Louco), confusão (7 de Copas), pausa (4 de Espadas) e rotina (Cavaleiro de Ouros).
Nada parece se conectar.

Mas se você se silencia e observa, começa a perceber um movimento simbólico:
O Louco quer liberdade, o 7 de Copas mostra excesso de possibilidades, o 4 de Espadas pede pausa para clareza e o Cavaleiro de Ouros ensina disciplina.
A narrativa então surge:

“Você está entre o desejo de começar algo novo e a necessidade de organizar suas escolhas antes de agir. O Tarot te pede para sonhar — mas com estrutura.”

O que parecia sem sentido se transforma em sabedoria.

Quando o Tarot te pede silêncio

Há leituras que não querem ser decifradas — querem ser vividas.

Quando você se depara com uma tiragem confusa, talvez o oráculo esteja dizendo:

“Não é hora de saber, é hora de observar.”

O Tarot não é um mecanismo de controle do destino — é um espelho da consciência.
E às vezes o espelho está coberto por névoa porque você ainda não deve ver o reflexo inteiro.

Nesses momentos, respire e agradeça.
O silêncio também é resposta.
E o não saber é o portal da verdadeira sabedoria.

Exercício prático: o diálogo com o mistério

Pegue seu baralho e faça o seguinte:

  1. Tire três cartas com a pergunta:
    👉 “O que o Tarot quer me ensinar quando eu não entendo nada?”

  2. Observe-as sem buscar significados.

  3. Descreva o que vê.

  4. Anote a sensação que surge.

  5. Volte ao seu caderno três dias depois e leia o que escreveu.

Você vai se surpreender com o quanto o sentido se revela com o tempo.

A Mensagem Final:

Quando nenhuma carta faz sentido, é porque o Tarot está te pedindo um novo tipo de escuta.
Ele está dizendo:

“Solte o controle. Abra o coração. Deixe que eu te mostre, não que você descubra.”

A mente busca entendimento.
Mas o Tarot fala a língua da alma — e a alma entende o silêncio.

Então, da próxima vez que se sentir perdido em uma tiragem, pergunte-se:

👉 “Será que as cartas estão mudas… ou será que sou eu que ainda não aprendi a escutar?”

E lembre-se, querido Neófito:
as cartas não falam com pressa — elas falam com presença.
E quando você aprende a estar presente, até o silêncio do Tarot se torna revelação.

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Espero que essa reflexão inspire você a transformar sua prática mágica e espiritual. Não importa o objetivo — seja desenvolver mediunidade, atrair prosperidade ou encontrar o amor —, um plano bem estruturado pode fazer toda a diferença.

Que sua jornada seja repleta de evolução e realizações.

O Neófito